| Mais um dia comum num Sabá... |
Embora nenhum desses conceitos seja capaz de definir o que realmente seja a bruxaria, é interessante perceber como a educação religiosa em nosso país foi capaz de moldar e solidificar tantos e tão diferentes termos referentes às religiões pagãs. Conceitos estes muitas vezes eivados de preconceito, em razão das equivocadas lições ensinadas aos cristãos pela Igreja Católica, que jamais tolerou qualquer outra forma de ensinamento que não dissesse respeito ao Deus cristão ou a seus dogmas - mandamentos incontestáveis criados pela Igreja como forma de controlar e amedrontar as pessoas, tornando-as mais dóceis e dispostas a obedecer, sob pena de sofrerem a ira divina e irem para o inferno.
Pelo que andei percebendo, em geral, as pessoas que seguem religiões não cristãs são muito mais suscetíveis a aceitarem a bruxaria de uma forma mais aberta e menos preconceituosa. Afinal, muitos seguidores destas religiões também sofreram - e ainda sofrem - os mesmos preconceitos e intolerância sofridos pela bruxaria ao longo dos séculos. Não é difícil ver notícias de terreiros de umbanda ou candomblé que foram invadidos, destruídos e queimados por cristãos fanáticos, sob a "acusação" de serem os seguidores de tais terrenos os adoradores do diabo. Ademais, tais religiões também enfatizam, em maior ou menor grau, o culto à natureza e a um ou mais deuses ligados a elementos naturais, como o fogo, a água, a terra, o ar, o céu, os astros e as estrelas.
Assim, dedicarei o primeiro post deste blog a esclarecer o que realmente é a bruxaria, a Wicca, e as demais religiões neopagãs. Longe de querer convencer ou converter alguém à bruxaria - até porque não existe a "conversão" propriamente dita, e explicarei mais adiante -, este post busca esclarecer ao leigo o que realmente é a bruxaria e suas outras vertentes, além de outros conceitos ligados ao tema, como a religião Wicca, as demais religiões pagãs e neopagãs, e o que realmente é ensinado e propagado dentro dos seus círculos de ensinamento. Usarei como abordagem as principais divergências existentes entre aqueles que não seguem a bruxaria, buscando desconstruir conceitos equivocados e preconceituosos criados pela sociedade, seja por influência da Igreja ou de outros movimentos sociais que, de uma forma ou de outra, são contra as religiões pagãs.
E no final, deixarei algumas sugestões de leitura para quem se interessar mais pela bruxaria, seja com a intenção de realmente seguir este estilo de vida, seja apenas por curiosidade de se aprofundar mais no assunto.
Peguem suas vassouras e vamos em frente!
| "E aí, Bafomezin, trouxe o que pra festa?" "Nada, só vim trepar" "Má vá pra puta que pariu, hein..." |
1) Bruxaria NÃO É satanismo
A (equivocada) relação entre a bruxaria e o culto ao capeta é antiga e tem origem na própria visão da Igreja Católica sobre a prática de cultos não direcionados ao deus cristão.
Bem, o tempo passou, e a bruxaria ainda é em parte tida como uma forma de adoração ao demônio, em razão das reminiscências da época da caça às bruxas. Mas tal acusação é uma completa falácia. Bruxas não cultuam o diabo, simplesmente porque... não acreditam nele.
O diabo é uma invencionice cristã, a dualidade bem/mal existente em praticamente todas as religiões de mesma origem. Deus é um ser de eterna bondade, e em oposição a ele está o diabo, tentando convencer os humanos a passar para o seu lado e conquistar o reino da Terra.
Como vou explicar no próximo tópico, a bruxaria é uma forma de magia cujas bases encontram-se no culto à natureza e às forças elementais. Ela, em sua forma original, não cultua deus ou divindade alguma. As figuras mais próximas de uma divindade para a bruxaria são os elementos da natureza (fogo, ar, terra e água).
Como seria possível um estilo de vida que não segue divindade alguma acreditar no DIABO, que não passa de uma INVENÇÃO CRISTÃ, sem NENHUMA RELAÇÃO com a bruxaria, muito pelo contrário, a rejeita profundamente?
Eu tenho preguiça de aprofundar mais a explicação, pois para mim é uma coisa muito simples e lógica. Pra mim, é a mesma coisa que dizer que um evangélico cultua Buda, ou que um xintoísta cultua Bastet. Uma completa mistura de conceitos e religiões sem qualquer embasamento fático ou histórico.
É claro que existem religiões que idolatram o diabo, como o satanismo, o demonismo, e outros tantos que existem. E os adeptos destas religiões podem ou não ser bruxos - afinal, a bruxaria não escolhe "lados", tampouco rejeita divindades de outras religiões.
Resumindo: não misture alhos com bugalhos. Bruxaria é uma coisa, satanismo é outra.
2) Bruxaria = Natureza
Falando em termos bem simplórios, a bruxaria é uma filosofia e estilo de vida pagão, isto é, voltado à prática de ritos e estudos sobre a natureza e os elementos.
Ser um(a) bruxo(a) é adorar a natureza, o universo, é cultuar tudo aquilo que foi criado antes de nós e que permanecerá muito depois de nós irmos. É admirar as labaredas de uma fogueira, sentir o frescor da água de um riacho correr entre os dedos de seus pés, fechar os olhos ao sentir o vento tocar no rosto, tocar uma pedra ou cristal e sentir a energia da terra em seu interior, sentir o cheiro da terra molhada e do musgo que cresce nas árvores, tirar os sapatos em um bosque e sentir debaixo de seus pés a grama úmida de orvalho e os seixos de pedras, é ouvir o canto dos pássaros, o zumbido dos insetos e a chuva que cai, é saber admirar a beleza de todas as coisas naturais, por mais assustadoras que sejam - a lava que se projeta para fora do vulcão, o tornado destruidor, as ondas gigantes que batem nas rochas do mar, o trovão que ressoa - e saber que todas essas coisas estão interligadas entre si e entre nós mesmos.
Ser um(a) bruxo(a) é sentir que o Universo é um todo, cada parte do cosmos está interligada com todas as outras coisas e seres, por menor que sejam, e sentir que há uma energia permeando este todo, energia esta que flui por cada canto do Universo e nos torna unos com os elementos da natureza.
Por fim, ser um(a) bruxo(a) é saber sentir e manipular esta energia para a realização de desejos próprios ou coletivos, sem procurar contudo causar o mal a outros seres ou à natureza. É saber atrair, moldar e alterar a energia que flui ao nosso redor para praticamente qualquer fim que se deseje, podendo ser utilizada para a proteção pessoal, o banimento de doenças e maldições, a cura mental, psicológica e espiritual, a conquista de objetivos materiais, sentimentais e espirituais, e até mesmo para atos menos nobres, como o afastamento de rivais e a conjuração de pragas e maldições.
Praticar a bruxaria é praticar a magia utilizando-se da energia vital que flui ao nosso redor e que não percebemos em nosso dia-a-dia. Nem todos os bruxos possuem um contato tão íntimo com a natureza, e isso não os faz menos bruxos do que aqueles que seguem uma vertente de magia mais natural. Moro em um apartamento numa área urbana, com pouca ou quase nenhuma vegetação, mas isso não significa que o Sol deixe de brilhar por cima de minha área residencial, ou que a Lua não mostre sua luz em minha moradia. Consigo ouvir cantos de pássaros e cigarras, ouço a chuva que cai, vejo montanhas ao longe e consigo praticar meus rituais mágicos sem grandes problemas. Não deixo de sentir a energia do Universo por não ter um contato tão próximo com árvores ou plantas, afinal, energia é energia e flui por todos os lugares.
Ou seja: bruxaria não se resume a ficar criando poções e recitando fórmulas mágicas. Ela é, antes de tudo, uma prática sensitiva. Deve-se sentir a magia para poder praticá-la.
| "Você é uma bruxa, Adelaide" |
3) Qualquer pessoa pode praticar a bruxaria
Vejo muitas pessoas, inclusive aquelas que considero muito cultas e experientes na vida, dizerem que ninguém se torna um(a) bruxo(a). A bruxaria seria um dom de nascença, passado de geração para geração (notadamente entre as mulheres), e ninguém poderia se tornar um(a) bruxo(a) através de uma iniciação ou com a prática reiterada.
Lamento informar aos que pensam assim, mas é mais uma falácia.
A bruxaria pode ser praticada por absolutamente QUALQUER pessoa, independentemente de seu gênero, etnia, classe social, religião (sim, religião), estilo de vida, idade, ou qualquer outro fator. Não existe um gene ligado à bruxaria, ninguém herda a bruxaria por ancestralidade. Na verdade, é justamente o contrário que ocorre: não se nasce bruxo(a), torna-se um(a).
De fato, não adianta ter uma linha genética impecável advinda da Europa, com trisavós que só faltavam voar em vassouras, se a própria pessoa descendente desta linhagem não se interessar em seguir os caminhos da bruxaria.
Por outro lado, é perfeitamente possível - aliás, é o que mais ocorre hoje em dia - que pessoas que não tenham nenhuma pontinha de cromossomo ligada a bruxos ou bruxas se tornem magistas excepcionais, com profundo conhecimento de magia e sabedoria muito acima daquelas que se auto-denominam "bruxas de nascença".
E sim, mesmo pessoas religiosas, que acreditam em um deus ou em alguma divindade, podem praticar a bruxaria, desde é claro que a pessoa consiga se desprender de alguns dogmas que permeiam a maioria esmagadora das religiões - coisa difícil para muitos (explicarei melhor no tópico a seguir).
4) Um(a) bruxo(a) pode ser religioso
Muitos acreditam que todo(a) bruxo(a) é um herege ou ateu, sem qualquer religião e sem acreditar em qualquer deus ou divindade.
Muito embora a bruxaria original realmente não cultue nenhum deus, isso não significa que todo(a) bruxo(a) obrigatoriamente tenha que abrir mão de crenças religiosas adquiridas anteriormente para poder praticar a bruxaria.
O que impede, de fato, que uma pessoa católica se torne um(a) bruxo(a) em sua plenitude, são suas próprias convicções. Apenas a título de exemplo, a Igreja Católica sempre foi uma ferrenha controladora das massas, pregando ensinamentos que, não raras vezes, são permeados de ódio e intolerância contra as outras religiões, não permitindo questionamentos e sempre procurando formas de punir o pecador que contraria seus preceitos. Com isto, conseguiu monopolizar de forma significativa boa parte da população mundial, tornando-a um enorme rebanho de cordeiros obedientes, dispostos a propagar seu discurso controlador como forma de manter a hegemonia da Igreja e impedir seu declínio.
De fato, a própria história nos mostra que a melhor forma de manter um rebanho controlado é inflingindo-lhe o medo e prometendo-lhe a punição em caso de desobediência. A Inquisição, as Cruzadas, o Holocausto e os intermináveis conflitos religiosos no Oriente nos mostram bem o poder das religiões quando usadas como arma de controle e opressão.
Um cordeiro desgarrado do rebanho, que não deseje mais seguir os ensinamentos de sua religião, ou que simplesmente deseje conhecer e praticar outras crenças, pode sentir muita dificuldade em entender e aceitar certo preceitos da bruxaria e do wiccanismo. Um evangélico certamente ficaria horrorizado ao ver as imagens da Deusa e do Deus da religião Wicca, um espírita não veria com bons olhos a filosofia de morte e renascimento das religiões pagãs, e um católico certamente pensaria duas vezes antes de acender uma vela ou um incenso para alguma entidade que não seja um anjo ou um santo.
Por isso, é bom que a pessoa que segue uma religião, antes de começar efetivamente a praticar a bruxaria, se desapegue dos dogmas que aprendeu em sua religião de origem. Algumas crenças, filosofias e práticas são incompatíveis com a bruxaria ou a Wicca, embora possam ser adaptadas e flexibilizadas. Não precisa abrir mão de sua religião ou desacreditar em tudo o que aprendeu, mas é essencial estar aberto a novos ensinamentos que, não raras vezes, vão de encontro às suas crenças pessoais. E futuramente, quem sabe não consiga harmonizar ambas as convicções, enriquecendo assim seu próprio conhecimento?
5) Bruxaria e Wicca são coisas diferentes
Outra confusão muito comum, inclusive entre os próprios membros da bruxaria e da Wicca, é acreditar que as duas vertentes de conhecimento são a mesma coisa.
Não são!
Bruxaria é um estilo, uma prática, um modo de viver, pensar e se comunicar. Ela existe desde tempos imemoriais e sempre foi praticada pela humanidade, através da observação dos fenômenos naturais, dos ciclos do Sol e da Lua, das estações do ano e das épocas de plantio e colheita. Plantas, ervas, cristais, e muitos outros elementos naturais eram utilizados em rituais mágicos para os mais diversos fins. Ninguém sabe quando ou como a bruxaria nasceu, tampouco quem foram seus criadores.
Os adeptos da bruxaria são em geral mais dispersos, não possuem livros escritos com seus ensinamentos, embora muitos publiquem suas visões de mundo, receitas e rituais para as gerações vindouras. Não existe uma "bíblia" da bruxaria ou uma tábua dos dez mandamentos. Suas crenças e lições são passadas de geração para geração através da tradição oral, e não costumam se organizar em grupos fechados com frequência. Seus membros são mais livres, não convivem com dogmas e costumam criar suas próprias formas de pensamento e rituais.
Wicca é uma religião, um sistema mais formal de ensinamentos, com a adoração de uma Deusa e de um Deus, mas incorporando a bruxaria em suas liturgias. Foi criada na década de 1950 por Gerald Gardner, um escritor britânico que se inspirou em antigas religiões pagãs para difundir uma crença baseada em um dualismo masculino/feminino, onde essas duas energias se complementam e permeiam tudo o que existe.
Na Wicca, existem algumas datas festivas, onde comemoram-se os solstícios e os equinócios. Estas datas comemorativas chamam-se Sabás, são oito no total, e costumam ser celebrados com rituais envolvendo frutas, flores e cereais, além de oferendas de velas, incensos e alimentos. Também existem os Esbás, rituais dedicados às fases da Lua, além de muitos outros rituais e comemorações menores.
Os adeptos da Wicca costumam se reunir em covens, grupos com no máximo treze membros, geralmente seguindo uma hierarquia mais rígida, com sacerdotes e sacerdotisas responsáveis pela iniciação de membros mais novos. Suas reuniões não são muito diferentes das reuniões mais informais dos bruxos, com a realização de rituais, oferendas, danças e músicas. Embora também não exista um livro sagrado da Wicca, seus seguidores normalmente seguem uma vertente dela baseada em um dos autores que foram surgindo após Gerald Gardner. Diferente da bruxaria, existem alguns dogmas na Wicca, tais como a Lei Tríplice ("O que você fizer a alguém, voltará a você em triplo").
Pode-se dizer que todo wiccano é um bruxo, mas nem todo bruxo é wiccano. Nem todo(a) bruxo(a) segue os preceitos da Wicca, cultuam seus deuses ou comemoram suas datas festivas, mas todos os que seguem a Wicca praticam a bruxaria, uma vez que realizam magia e cultuam a natureza da mesma forma que os bruxos. Muitos bruxos, no entanto, não gostam de ser comparados aos wiccanos, pois se negam a seguir seus dogmas, preferindo viver um estilo de magia mais livre, e também não se sentem confortáveis com a divisão hierárquica verificada nos covens.
Independentemente do estilo de vida escolhido, ambas as crenças baseiam-se na prática da magia e na reverência à natureza, e realizam rituais para homenagear os elementos, os deuses nos quais acreditam, e os ciclos naturais.
6) Nem todo bruxo é formalmente iniciado
Muitas pessoas iniciantes na prática da bruxaria acreditam que precisam ser formalmente iniciados por um(a) bruxo(a) mais experiente para poder se tornar um(a) bruxo(a), ou que obrigatoriamente precisem fazer parte de um coven para iniciar sua vida bruxesca.
Na realidade, nenhuma dessas duas coisas é realmente necessária. Não é preciso ser iniciado na bruxaria ou na Wicca para ser um bruxo ou um wiccano, tampouco procurar um sacerdote ou sacerdotisa para tal. Uma pessoa pode se tornar uma bruxa apenas pela prática solitária, sendo esse um dos caminhos mais comuns, diante do grande preconceito que ainda existe em nossa sociedade predominantemente cristã em relação aos seguidores da bruxaria.
Obviamente, seguir a bruxaria ou a Wicca, como qualquer outro caminho, requer uma certa dose de orientação e disciplina, para que a pessoa tenha um norte por onde começar e o que exatamente deve fazer para trabalhar seus conhecimentos mágicos. Por isso, é aconselhável procurar uma pessoa mais experiente para lhe aconselhar e orientar, não para lhe iniciar.
Como eu disse anteriormente, não existe conversão para a bruxaria ou a religião Wicca. Nenhum bruxo ou wiccano bate de porta em porta pregando a palavra da Mãe Natureza, todos os que desejam trilhar esse caminho ingressam por livre e espontânea vontade. Há quem diga que os bruxos sentem um "chamado", uma voz interior que o convida a fazer parte desse mundo. Eu senti esse chamado, e particularmente acredito que foi um divisor de águas em minha vida.
7) Bibliografia recomendada
Para finalizar o post de apresentação da bruxaria e da Wicca, eis alguns livros que são muito bons e úteis para aqueles que desejam conhecer mais a fundo estas correntes, seja por pura curiosidade, seja por vontade de se iniciar na prática da bruxaria ou da Wicca:
Para conhecer a história da bruxaria:
HISTÓRIA DA BRUXARIA - Jeffrey B. Russel e Brooks Alexander (Editora Aleph)
BRUXARIA E MAGIA NA EUROPA - Daniel Ogden e outros (Editora Madras)
A BRUXARIA HOJE - Gerald Gardner (Editora Madras)
O SIGNIFICADO DA BRUXARIA - Gerald Gardner (Editora Madras)
O CULTO DAS BRUXAS NA EUROPA OCIDENTAL - Margaret Murray (Editora Madras)
Para conhecer as práticas da bruxaria e da Wicca:
ORIGENS MÁGICAS DA WICCA - Sorita d'Este e David Rankine (Editora Alfabeto)
BRUXARIA SOLITÁRIA - Flávio Lopes (Editora Alfabeto)
ENCICLOPÉDIA DA BRUXARIA - Doreen Valiente (Editora Madras)
WICCA - GUIA DO PRATICANTE SOLITÁRIO - Scott Cunningham (Editora Madras)
O LIVRO DAS SOMBRAS - Scott Cunningham (Editora Madras)
A BÍBLIA DAS BRUXAS - Janet Farrar e Stewart Farrar (Editora Alfabeto)
Para conhecer melhor as divindades cultuadas na bruxaria e na Wicca:
O DEUS DAS BRUXAS - Janet Farrar e Stewart Farrar (Editora Alfabeto)
A DEUSA DAS BRUXAS - Janet Farrar e Stewart Farrar (Editora Alfabeto)
A ARTE DA INVOCAÇÃO - Claudiney Prieto (Editora Alfabeto)
O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE - Mirella Faur (Editora Alfabeto)
E no próximo post, darei algumas dicas para quem pretende se iniciar de verdade na bruxaria e/ou na Wicca!
Blessed be!
